terça-feira, 1 de janeiro de 2013


UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
CENTRO DE EDUCAÇÃO
CURSO DE PEDAGOGIA A DISTÂNCIA



EXPRESSÃO ARTÍSTICA: UMA EXPERIÊNCIA COM JOGOS DRAMÁTICOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL


BUENO, Solange Neves

Acadêmica do Curso de Pedagogia EAD – Polo de São Lourenço do Sul.



RESUMO

O presente estudo buscou analisar a importância dos jogos dramáticos na Educação Infantil e sua contribuição para o desenvolvimento das habilidades necessárias para o processo de ensino aprendizagem. Para buscar responder o objetivo proposto, optou-se pela pesquisa participante. Elegeu-se como instrumentos para a coleta de dados, a observação participante e o Diário. O contexto investigado foi uma Escola Municipal de Educação Infantil, que atende em média oitenta alunos. Os sujeitos participantes da pesquisa foram os alunos da turma do Maternal II, composta de vinte e dois alunos, sendo que oito são meninas e quatorze meninos. Durante o Estágio Supervisionado na Educação Infantil, foram utilizadas diferentes linguagens do jogo dramático no desenvolvimento das habilidades necessárias para o processo de ensino aprendizagem, tais como brincadeira de faz-de-conta, interpretação de histórias e músicas (improvisação e dramatização). Proporcionar reflexões acerca da formação docente, ressaltando a importância da formação continuada. A partir da análise das observações das atividades propostas, dos registros diários e do contexto pesquisado, foi possível perceber a importância de inserir atividades onde os jogos dramáticos estejam presentes, pois auxiliam no desenvolvimento da oralidade, da socialização, da criatividade, da expressão corporal como meio de comunicação social. Pode-se pontuar como contribuições do jogo dramático no desenvolvimento das habilidades necessárias ao processo de ensino aprendizagem na Educação Infantil, o desenvolvimento da expressão oral e corporal, por estabelecer relações lógicas, trabalhar interações e habilidades sociais na turma.

Palavras-chave: Jogos dramáticos; Educação Infantil; Ensino aprendizagem.



 INTRODUÇÃO


Ao longo dos tempos, a experiência com jogos dramáticos enquanto atividade educacional continua a estimular o pensamento e educadores contemporâneos, pois a expressão artística e corporal está presente praticamente em todas as culturas.
O trabalho com jogos dramáticos na instituição escolar infantil tem uma importância fundamental, considerando que assim o aluno aprende a improvisar, desenvolve a socialização, criatividade, coordenação, atenção, oralidade, leitura, expressão corporal, habilidades para as artes plásticas. Além de trabalhar o emocional, cidadania, ética, sentimentos, interdisciplinaridade, propicia o contato com obras clássicas, fábulas infantis.
O Jogo Dramático infantil consiste em uma atividade onde os envolvidos se utilizam de elementos pessoais para seu desenvolvimento, como criatividade, jogo de imaginação, fantasia e emoção, geralmente, tendo como temas os contos de fadas, fábulas, poemas, datas comemorativas, entre outros.
Optou-se pelo referido tema, pois, durante as observações realizadas na escola de Educação Infantil, notou-se a necessidade de explorar mais essa área do conhecimento, visto que os professores que atuam neste nível de educação desenvolvem poucas atividades relacionadas aos jogos dramáticos em sala de aula. Sendo assim, torna-se importante realizar uma pesquisa para buscar saber quais são as contribuições que os jogos dramáticos podem trazer para o desenvolvimento das habilidades necessárias para o processo de ensino aprendizagem dos alunos na Educação Infantil?
Para dar conta da problemática proposta, este trabalho tem como objetivo geral: analisar a importância dos jogos dramático na Educação Infantil e sua contribuição para o desenvolvimento das habilidades necessárias para o processo de ensino aprendizagem.
Definiram-se como objetivos específicos: descrever e relacionar as diferentes linguagens utilizadas nos jogos dramáticos na Educação Infantil e sua importância; proporcionar atividades lúdicas e pedagógicas onde o jogo dramático esteja inserido no planejamento diário; refletir acerca da formação docente, em relação à preparação destes profissionais, para o trabalho com jogos dramáticos na Educação Infantil.
  Através do referido estudo, espera-se trazer subsídios para que os educadores que atuam neste nível de ensino possam refletir acerca das contribuições que os jogos dramáticos podem trazer para o desenvolvimento das habilidades necessárias no processo de ensino aprendizagem.


2 METODOLOGIA


Este estudo utilizou a pesquisa participante, visto que se trata de um enfoque de investigação social e é considerada a mais indicada para esta pesquisa. De acordo com Severino (2007), denominada como um tipo de pesquisa, onde o observador compartilha o cotidiano dos sujeitos estudados, participando de forma sistemática e permanente durante as pesquisas e nas atividades relacionadas aos objetos de estudo. O pesquisador busca espaços para a aproximação e a construção da identificação dos sujeitos pesquisados, passando a interagir com eles em todas as situações.
  O contexto investigado foi uma Escola Municipal de Educação Infantil Tia Margarida, situada à Avenida Marechal Floriano Peixoto 2777, no Bairro Lomba, tendo como órgão mantenedor a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto.
A escola atende aproximadamente oitenta alunos, com idades de quatro meses e meio a quatro anos de idade, divididos em quatro turmas: Berçário I crianças de quatro meses e meio até um ano de idade, Berçário II crianças de um ano até dois anos de idade, Maternal I crianças de dois até três anos de idade e Maternal II crianças de três anos até quatro anos de idade. A comunidade escolar é constituída principalmente por pessoas de classe média baixa.
Os sujeitos participantes da pesquisa foram os alunos da turma do Maternal II, composta de vinte e dois alunos, sendo oito meninas e quatorze meninos. As crianças eram bastante participativas, apresentando comportamentos variados, ou seja, uns mais calados, outros mais extrovertidos e, em relação às atividades onde os jogos dramáticos estavam inseridos, percebia-se que os alunos gostavam e se envolviam nas atividades de maneira satisfatória.
Para a coleta de dados, utilizou-se a observação participante e os registros descritos no diário de aula. Segundo Chizzotti, na observação participante

[...] o observador participa em interação constante em todas as situações, espontâneas e formais, acompanhando as ações cotidianas e habituais, as circunstancias e sentido dessas ações e interrogando sobre as razões e significados dos seus atos (2009, p.91).


Para Zabalza (1994), diário de aula é muito importante e necessário, pois nele estão contidas as reflexões, os pensamentos e as dificuldades encontradas em práticas pedagógicas, correspondendo ao momento de desenvolvimento profissional via “reflexão da ação”, podendo o professor posicionar-se melhor no exercício da docência, diante de situações reais, concretas, relativamente inesperadas, ao qual o ele pode estar previamente preparado.
Deixando assim o pesquisador a par da realidade ao qual está inserido, sendo considerada a técnica mais apropriada para esta pesquisa, visto que o presente artigo esteve vinculado à prática do Estágio Supervisionado na Educação Infantil, pois a mesma coloca o pesquisador direto com a ação observada.
A análise dos dados foi realizada de forma descritiva, sendo que se procurou descrever as vivências em sala de aula. Portanto, a pesquisa evidencia, através dos estudos e das observações feitas na Educação Infantil, a importância da inserção de atividades onde os jogos dramáticos estejam presentes, possibilitando aos educadores uma reflexão em torno da temática proposta.
 

3 JOGO DRAMÁTICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

3.1 Conceituando o Jogo Dramático

O jogo dramático antecede o jogo teatral[1], pois consiste em uma atividade lúdica de interpretações, dramatizações e improvisações do universo pessoal, que aliado à educação possibilita aos alunos um conhecimento lúdico e diversificado, havendo um ambiente livre onde a criança libera as suas potencialidades e aprimora as suas capacidades.
Desta forma, o educador deve propiciar a estes educandos, espaços pedagógicos, a fim de que os alunos sintam-se estimulados a experimentar o teatro, possibilitando um maior contato consigo mesmo e com o grupo no qual está inserido, pois além de constituir em uma atividade que as crianças apreciam bastante, também proporcionam a construção de aprendizagens, possibilitando uma forma de ensino mais dinâmica e motivadora.
Olga Reverbel (1997) observa que os principais estudiosos do assunto salientam o quanto o jogo dramático é importante para o desenvolvimento e a expressão corporal do aluno e apresenta a improvisação como a base do jogo. A respeito da improvisação Viola Spolin (1992), afirma que improvisar é resolver os problemas imediatos, que surgem no "aqui e agora", nos momentos de atuação ou improvisação.
Durante as atividades educativas, os jogos dramáticos possibilitam às crianças improvisarem, buscando soluções inusitadas para as situações que lhes são apresentadas, interagindo de maneira individual ou em grupo, brincando e aprendendo.
Quando a criança interpreta uma personagem ou dramatiza uma situação, mostra uma parte de sua personalidade, revelando a sua percepção de mundo, sendo considerada uma atividade artística onde o educando passa a expressar-se, explorando todas as formas de comunicação humana.
 Assim melhora sua autoestima, ampliando sua visão crítica, torna-os mais abertos ao mundo em que vive, valorizando-os e integrando-os harmoniosamente junto a uma equipe, um grupo, tornando-o um indivíduo mais responsável e cooperativista. Além disso, possibilitando-lhe o crescimento individual e grupal, propiciando-lhe a complementaridade das diferenças, fortalecendo na criança os laços e promovendo o respeito mútuo, fazendo com que aprenda diante da diversidade.
Segundo Camarotti (1984, p.31), “o jogo dramático Infantil constitui-se em uma encenação da realidade, mas não é teatro, pois não é feito para ser levada a um público e nele a criança não representa propriamente uma personagem, mas apenas se libera, interpretando a si mesma”.

3.2 Jogos dramáticos na Educação Infantil: possibilidades de expressão da criança

Os Jogos Dramáticos, quando inseridos na Educação Infantil, têm como objetivo o desenvolvimento pessoal dos jogadores e não a satisfação da plateia, pois esta não existe, constituindo-se apenas por indivíduos do próprio grupo, além de permitir a criança simular e explorar situações cotidianas, sendo um excelente meio para estimular a criança a se expressar. Ao contrário do ator que finge ser a personagem, no jogo dramático a criança é a personagem que inventa ou imita.
No jogo dramático todos participam de maneira livre e espontânea, pois não há plateia, não há ensaio e, portanto, não há desempenho das técnicas estabelecidas pelo teatro, constitui-se em um ambiente propício para o desenvolvimento de habilidades, tais como pensamento criativo, cooperação social, oralidade, entre outros.

Os jogos dramáticos dão à criança um meio de exteriorizar seus sentimentos profundos e suas observações pessoais, pelo exercício do movimento de seu corpo e da voz. Seu objetivo é orientar e ampliar os desejos e as possibilidades de expressão da criança. (REVERBEL, 1997, p.108).


Conforme Reverbel (1997), os jogos dramáticos são uma maneira dos alunos, enquanto sujeitos sociais, integrarem-se de forma criativa, produtiva e participativa, é uma ferramenta pedagógica eficiente no desenvolvimento da criança pequena, possibilitando o discernimento perante os problemas que irá enfrentar ao longo da vida.

Ao desenvolver atividades de expressão artística baseadas no jogo dramático infantil, não se pretende formar uma artista, mas um ser espontâneo, vivo, dinâmico, capaz de exteriorizar pensamentos, sentimentos e sensações e de utilizar diversas formas de linguagem. O objetivo das atividades é formar um ser social, apto a construir gradualmente sua própria escala de valores e desenvolver seu senso estético. (REVERBEL, 1997, p.36).


As atividades de expressão artística são consideradas uma forma de comunicação do sujeito com o seu meio, através de sinais, sons e gestos produzidos pelo corpo, caracterizando uma ligação entre os aspectos afetivos, motores, cognitivos e sociais, auxiliando no desenvolvimento das capacidades e habilidades nas crianças da Educação Infantil.
Para Piaget (2009 p.141), “os jogos de imaginação, tendo como subclasses as metamorfoses de objetos, as vivificações de brinquedos, às criações de brinquedos e também de brinquedos imaginários, as transformações de personagens e a representação em ato de estórias e contos”. A criança, quando aprende a imitar, imagina e re-cria tudo o que absorveu do cotidiano, representando através das histórias, cantigas e contos, passando a imitar a vida real.
Além de ser uma excelente atividade lúdica, os jogos dramáticos proporcionam às crianças pequenas formas de se expressarem de maneira livre e sem impedimentos, ao mesmo tempo em que ajudam na formação de seu senso crítico, social e moral.

Há uma variedade infinita de jogos dramáticos, uma gama nuançada de exercícios que vai desde o simples jogo de uma criança imitando uma personagem, uma profissão, até o jogo coletivo composto dos desejos e das ideais de cada um. As crianças se encontram assim diante de problemas a resolver: problemas de observação, de equilíbrio, de ritmo, de clareza, de expressão, de individualismo, de disciplina, de percepção etc.(REVERBEL, 1997, p.108/109).


O trabalho com jogos dramáticos na Educação Infantil consiste em uma área do conhecimento ligado as artes, onde o lúdico se apresenta de maneira fundamental no processo de ensino aprendizagem, pois quando esta atividade é induzida e orientada pelo educador, ajuda no desenvolvimento do trabalho individual e em equipe.

Pode-se afirmar sem dúvida que o jogo dramático aplicado na sala de aula é um estímulo indispensável no desenvolvimento das capacidades de expressão da criança. Realizando jogos dramáticos, a criança se diverte e libera espontaneamente suas fantasias e seus fantasmas interiores. Ao contrário do ator, que finge ser a personagem, a criança é a personagem que inventa ou imita. (REVERBEL, 1997 p.108).


Os jogos dramáticos oferecem à criança a oportunidade de se encontrar com ela mesma, pois é considerada uma atividade que dá ao aluno a possibilidade de expressar seus sentimentos, pensamentos e fantasias, espelho de sua realidade, ajudando-a a ter uma melhor compreensão do seu mundo.
Para Bassedas (1999), as noções espaciais e temporais são importantes na organização pessoal das crianças e, também, para o desenvolvimento de suas habilidades cognitivas e motoras, assim como o contato com objetos e a experiências que a criança tem por meio dos jogos dramáticos, quer sejam individuais, em grupo ou com um adulto, são situações permanentes de aprendizagens básicas, que ocorrem durante todo o período da Educação Infantil.
A individualidade, o coletivo, os sentimentos, as emoções e a inteligência são aspectos que fazem parte do universo social humano. Pode ser trabalhado o jogo dramático, aliando a imaginação, a dramatização, o lúdico com a expressão oral e corporal, considerando que é uma atividade que se dá através da improvisação de vivências das situações cotidianas, auxiliando no desenvolvimento das habilidades necessárias para o processo de ensino aprendizagem.
A improvisação, como elemento essencial nos jogos dramáticos, possibilita aos alunos um saber diversificado, e a livre expressão de suas emoções, aflições, sensações e sentimentos. Para Boal (2008, p.284), “a improvisação é o exercício convencional que consiste em improvisar uma cena a partir de alguns elementos iniciais”, pois além de trabalhar a imaginação, a criatividade, a percepção trabalha questões como: a timidez, a fluência verbal e oportuniza experimentar e explorar a linguagem cênica.
De acordo com Bourge (1946 apud REVERBEL, 1997, p. 109) afirma que “os jogos dramáticos são improvisações a partir de temas dados, exercendo a criação artística das crianças, tendo como orientador do jogo o professor, para que não se torne uma brincadeira sem sentido, perdendo sua intenção pedagógica”.
Os jogos dramáticos são atividades lúdicas que contêm regras explícitas, onde os sujeitos realizam situações imaginárias, sendo importante que o professor, ao introduzir a dinâmica dramática, procure pesquisar e conhecer como funcionam os mecanismos destas atividades, pois não é apenas passatempo para as crianças, mas sim atividades lúdicas com o propósito de ensinar e educar.
O lúdico e o faz-de-conta no trabalho com a Educação Infantil, segundo o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (1998), manifestam-se primordialmente através da imitação. Cabe ao professor organizar situações em que ocorram interações de aprendizagem que representem personagens diferenciados possibilitando ações e reações, sejam no âmbito afetivo, emocional ou cognitivo.


Na brincadeira de faz-de-conta se produz um tipo de comunicação rica em matizes e que possibilita às crianças indagar sobre o mundo a sobre si mesma e por à prova seus conhecimentos no uso interativo de objetos e conversações. Através das brincadeiras e outras atividades cotidianas que ocorrem nas instituições de Educação infantil, a criança aprende a assumir papéis diferentes e, ao se colocar no lugar do outro, aprende a coordenar seu comportamento com os de seus parceiros e a desenvolver habilidades variadas, construindo sua Identidade. (OLIVEIRA, 2012, p.6)


As trocas de experiências ocorridas entre os alunos devem ser respeitadas, inclusive nas atividades individuais, pois a criança deve se sentir livre, baseado no prazer de brincar como gerador do processo produtivo. A criança tem a necessidade de estar livre frente às produções artísticas, pois a partir daí o aluno vai de encontro a si mesmo.
 O papel do educador é de suma importância, pois a criança, ao ingressar na Educação Infantil, vivencia o processo de socialização, estabelecendo contatos interpessoais. Sendo assim, os jogos dramáticos na escola oportunizam uma alternativa pedagógica, seja como processo para o desenvolvimento das atividades curriculares, seja como oficina de apoio.
O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (BRASIL, 1998, p. 107) coloca que “a criança compreenda e contemple a diversidade da produção artística e também que haja a possibilidade do uso de diferenciados materiais para que sejam manipulados e transformados”. Dessa forma, a escola deve estar preparada para oferecer à criança possibilidades onde ela possa entrar em contato com variadas formas de expressão artísticas, onde os jogos dramáticos estejam inseridos, propiciando-lhe um ambiente em que ela possa criar inventar e construir.


4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Por meio deste estudo, buscou-se saber quais as contribuições que a utilização dos jogos dramáticos pode trazer para o desenvolvimento das habilidades necessárias ao processo de ensino aprendizagem dos alunos na Educação Infantil.
Para tanto, durante o Estágio Supervisionado na Educação Infantil, foram utilizadas diferentes linguagens do jogo dramático no desenvolvimento das habilidades necessárias ao processo de ensino aprendizagem, tais como brincadeira de faz-de-conta, interpretação de histórias e músicas (improvisação e dramatização).



A partir da análise das observações das atividades propostas, dos registros diários e do contexto pesquisado, foi possível perceber a importância de inserir atividades onde os jogos dramáticos estejam presentes, pois auxiliam no desenvolvimento da oralidade, da socialização, da criatividade, da expressão corporal como meio de comunicação social.

Na primeira aula foi contada uma história e a partir desta foi extraído elementos, solicitando às crianças a fazer de conta que eram estes elementos, como: pássaro, sol, mar, barco, entre outros. Quando foi pedido para ser a cor azul, eles pararam e um aluno falou: - O céu é azul! E logo todos se tornaram o céu, cada qual a seu modo. (BUENO, Solange. 03/09/2012).

O faz-de-conta proporciona ao educador conhecer a bagagem de vivências e experiências que as crianças possuem, ligando o abstrato ao concreto, pois quando foi solicitado ser a cor azul, que é um elemento abstrato, um aluno relacionou a cor com o objeto. Para Slade (1978), o jogo dramático na Educação Infantil ajuda no despertar da imaginação, proporcionando às crianças vivenciar situações imaginárias, autoras de sua própria realidade.
A atividade de faz-de-conta é um dos elementos presentes nos jogos dramáticos, pois possibilita às crianças pequenas momentos enriquecedores, auxiliando na construção das noções espaciais, através dos sentidos e de seus próprios deslocamentos, possibilitando-lhes a exploração e a organização do espaço onde está inserida, oportunizando-lhe a adaptação de seu corpo dentro do contexto espacial.
A oralidade é outra habilidade bastante trabalhada no jogo dramático, pois a linguagem é fundamental para a construção do pensamento, bem como das interações sociais

Outra proposta trabalhada foi o jogo dramático a partir de uma história contada. Primeiramente contou-se a história, após a professora organizou as personagens e recontou a história e conforme o andamento, os alunos dramatizavam as personagens. (BUENO, Solange 24/09/2012).


Os jogos dramáticos são brincadeiras direcionadas, com o intuito de desenvolver a criatividade, elemento essencial para o processo de ensino aprendizagem, além de ser um momento de descontração. Encorajando a criança a expressar seu universo fantástico, pois o drama proporciona às crianças mostrar o seu sentido das coisas e sentimentos, possibilitando-lhe uma maior compreensão de si mesma e do mundo que a rodeia.


A atividade de interpretar, através do jogo dramático, a letra da música de Toquinho “Aquarela” foi bastante interessante, pois enquanto a música tocava, as crianças ouviam e em seguida interpretavam os elementos contidos na música. A partir destas atividades, fiz uma reflexão acerca da importância dos jogos dramáticos dentro da Educação Infantil, pois possibilita à criança desenvolver a criatividade, o senso coletivo, a oralidade e o respeito às regras. (BUENO, Solange 05/10/2012).


O jogo dramático, enquanto atividade lúdica, proporciona ao educando o desenvolvimento cognitivo, social e afetivo, ampliando a visão de si mesmo e de seu meio, possibilitando ao educador trabalhar conteúdos de forma diversificada, diminuindo o desinteresse, evitando assim a desmotivação por parte das crianças.
As atividades de improvisação foram riquíssimas e bem aceitas. Através destas atividades foram trabalhados os temas que tratavam sobre o conhecimento de mundo, como na história de Ziraldo “A Fábula de três Cores”, onde os alunos interpretavam os elementos contidos no texto, e, a partir disso, foram trabalhadas as cores dos objetos citados, permitindo assim uma relação entre cor e objeto.
Outra atividade considerada relevante, em relação aos aspectos educacionais, foi a interpretação da história “O Mundinho”, onde foi feito um jogo dramático, tratando de questões relativas a conservação do meio ambiente. A história referia-se a um mundinho que era feliz, onde, aos poucos, foram chegando pessoas que começaram a poluí-lo, deixando-o triste.


Esta atividade foi constituída da seguinte maneira: uma criança seria o mundinho, outra seria o espaço onde o mundinho estava inserido, outras crianças seriam os pássaros, peixes, flores, entre outros. Alguns alunos seriam as pessoas que habitavam o mundinho, sujando-o. Ao final da história foi mostrado para as crianças que o mundinho estaria feliz se as pessoas preservassem a fauna, a flora e também os rios, para que não fossem poluídos. (BUENO, Solange 24/09/2012).


A atividade de interpretação de histórias e músicas permite à criança utilizar a voz e o corpo para expressar experiências e sensações, possibilitando-lhe que vá para “dentro da história”, diferenciando de quando apenas a ouve.
Proporcionar atividades lúdicas e pedagógicas onde o jogo dramático esteja inserido no planejamento diário permitiu observar que a utilização da linguagem do jogo dramático possibilita à criança usar vários meios para a expressão de seus sentimentos e ideais, através de atividades de improvisação, onde ela é livre para criar sua personagem, podendo ser ela mesma.


O aluno A. e a aluna I. são alunos meigos, carinhosos, tranqüilos, participativos, mas em relação às atividades em grupo, notou-se uma certa timidez, tendo que chamá-los para participarem. Nas atividades onde os jogos dramáticos estavam inseridos, notou-se uma expressiva participação destes alunos, integrando-se com os demais. (BUENO, Solange. 05/10/2012).


Segundo Reverbel (1997), o jogo dramático é uma atividade de grupo, onde se deve aceitar a participação do outro e interagir com ele, motivando as crianças a agirem de forma individual, mas esta ação limita-se a uma ação que serve ao projeto comum.
Em relação à formação docente, os cursos de graduação em pedagogia, em especial este da presente acadêmica, oferta apenas uma disciplina no quarto semestre Jogo Teatral e Educação, que aborda o tema jogos dramáticos.
Nas disciplinas relacionadas à Educação Infantil, há uma grande abordagem sobre o lúdico e os jogos, mas não há um aprofundamento sobre as práticas dos jogos dramáticos na sala de aula da Educação Infantil, ficando a cargo do professor determinar qual atividade lúdica que melhor lhe convém.
 Devido à sua importância pedagógica, os cursos de graduação em pedagogia poderiam ter mais disciplinas relacionadas aos jogos dramáticos, pois são atividades que proporciona à criança exteriorizar conhecimentos acerca da realidade em que está inserida, além de trabalhar as emoções, os sentimentos, auxiliando o educador na elaboração do planejamento diário, conhecendo melhor as necessidades e as dificuldades de seus alunos.
Neste sentido, salienta-se a importância da formação continuada, a fim de que os educadores busquem qualificação constantemente, proporcionando, assim, aprendizagens significativas aos alunos.


O dinamismo hoje presente na área de Educação infantil, ao mesmo tempo em que tem criado esperanças, invoca a necessidade de ampliação dos processos de formação continuada para qualificar as práticas pedagógicas existentes na direção proposta. Muitas instituições encontram-se presas a modelos que já foram avaliados e julgados inadequados como instrumentos de educar e cuidar e promover o desenvolvimento das crianças. Em parte a presença desses modelos é devida à longa tradição assistencialista presente no processo de constituição da área de Educação Infantil, em particular em relação à creche, o que prejudicou a elaboração modelos pedagógicos mais afinados com as formas de promoção do desenvolvimento infantil. (OLIVEIRA, 2010 p.15).


Nas observações realizadas na Educação infantil, notou-se apenas que as professoras trabalham com o “teatrinho” em datas comemorativas, sendo que nesta fase do desenvolvimento infantil, o mais indicado seria trabalhar com jogos dramáticos, pois a Educação Infantil constitui-se em um espaço escolar onde prevalece o lúdico e o jogo dramático é uma excelente ferramenta pedagógica para a realização deste trabalho, por isso a importância dos cursos de graduação em pedagogia, proporcionar mais atividades com jogos dramáticos.


Outro fator presente quando se pensa na necessidade de se ter outra forma de trabalho junto às crianças, é a ausência de uma política de formação específica para os profissionais da Educação Infantil nos cursos de Pedagogia com uma explicitação clara de suas atribuições junto às crianças, particularmente em relação aquelas com idade entre zero a três anos. (OLIVEIRA, 2010 p.15).


Pode-se dizer que os jogos dramáticos auxiliam no desenvolvimento social e afetivo das crianças, que, a partir deles, podem expressar as suas percepções, uma vez que vivenciam formas de se relacionar com o outro e aprendem a lidar com situações sociais.

 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir dos estudos realizados e das atividades propostas nas observações acerca da prática vivenciada no Maternal II, pode-se relacionar e descrever as diferentes linguagens utilizadas nos jogos dramáticos na Educação Infantil e sua importância. Considerando que foram trabalhadas atividades de faz-de-conta que proporcionam aos educandos o desenvolvimento da criatividade e a capacidade de improvisar. Dentre essas, atividades lúdicas e pedagógicas; a interpretação de histórias e músicas, consideradas pedagógicas e que permitem aos alunos desenvolver a imaginação, interação social e respeito às regras.
É viável pontuar como contribuições do jogo dramático no desenvolvimento das habilidades necessárias durante o processo de ensino aprendizagem na Educação Infantil: o desenvolvimento da expressão oral e corporal, estabelecer relações lógicas, trabalha interações e habilidades sociais, integrando-se melhor em sua sociedade. Além disso, o professor também pode explorar variados temas, entre eles, a preservação do meio ambiente, valores e contos infantis. Concomitantemente, estimular a oralidade, a expressão corporal e o trabalho em equipe, desenvolvendo a autoconfiança, a imaginação, a espontaneidade e a criatividade, pois estão em ambientes não-críticos, sendo atividades que levam em consideração o universo particular da criança.
Espera-se que este estudo contribua para que os docentes que atuam na Educação Infantil reflitam acerca da importância de incluir os jogos dramáticos em seus planejamentos diários, compreendendo a necessidade de mantê-lo como parte do processo educativo. Também, para desmistificar a ideia de que o jogo dramático serve apenas como complemento recreativo para as crianças, sobretudo, sob a concepção do jogo dramático enquanto atividade que trabalha conceitos significativos e valores, como a criatividade, a responsabilidade e os limites

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BASSEDAS, E. Aprender e Ensinar na Educação Infantil. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.


BOAL, Augusto. Jogos para atores e não atores. 11ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.


BUENO, Solange Neves. Diário do Estágio Supervisionado na Educação Infantil. 2012.


CAMAROTTI, Marco. A Linguagem do teatro Infantil. São Paulo, Loyola, 1984.


CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em ciências humanas e sociais. 10ª ed. São Paulo: Cortez, 2009.


Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: Mec/Sef, 1998.


OLIVEIRA, Zilma de Moraes Ramos de. O Currículo na Educação Infantil: o que propões as novas Diretrizes Nacionais. 2010.


PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança, imitação, jogos e sonho, imagem e representação. 3ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009.


REVERBEL, Olga. Um Caminho do Teatro na Escola. São Paulo: Scipione, 1997.

SEGAT, Taciana Camera. Infâncias em uma vila popular urbana: pequenos sonhos na rudeza do cotidiano. Tese de doutorado. UFRGS, 2007.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 23 ed. São Paulo: Cortez, 2007.

SLADE, Peter. O jogo dramático infantil. São Paulo: Summus, 1978.

SPOLIN, Viola. Improvisação para o Teatro. São Paulo: Perspectiva, 1992.

UFSM. Caderno Didático Jogo Teatral e Educação. 2010

ZABALZA, Miguel. Diários de aula. Porto Alegre: Editora Porto, 1994.










[1] Na introdução do Caderno Didático Jogo Teatral e Educação lê-se que ao “falarmos de teatro na educação constitui-se em uma perspectiva mais ampla de arte-educação no qual o objetivo é utilizar o processo de expressão artística como uma possibilidade a mais no desenvolvimento humano”(2010, p.12).

domingo, 25 de novembro de 2012

PLANO DE AULA EDUCAÇÃO INFANTIL:TEMA ARTES

A professora irá contar a história “Bom Dia Todas as Cores” de Ruth Rocha, com o recurso do notebook.

Com rolinhos de papel higiênico, os alunos irão confeccionar o camaleão da história, utilizando cola colorida e purpurina para pintar.

Desenvolvimento da aula – 02/10/2012 (Terça-Feira)

Objetivos Específicos: • Estimular a criatividade;

• Realizar atividade motora ampla e fina;

• Desenvolver atividades de concentração.

Primeiro Momento:

Será apresentada aos alunos a gravura de duas obras de Romero Britto: a borboleta e a flor.

A professora irá confeccionar uma flor e uma borboleta de papelão e iremos fazer um trabalho de colagem coletivo. Os alunos irão cortar com tesoura revistas, papéis coloridos para preencher a flor e a borboleta, para esta atividade a turma será dividida em dois, uma turma ficará com a borboleta e outra com a flor, para incrementar também serão utilizadas cola colorida e purpurina.

Vamos brincar?

Será proposta a tradicional dança das cadeiras, porém, com um diferencial. Sempre que a música parar retira-se uma cadeira, porém os alunos permanecem na brincadeira. A brincadeira consiste em sentar no colo do colega. Ao invés de sair da brincadeira todos os alunos participam da brincadeira até o fim

Terceiro Momento:

Vamos ouvir e dançar a música do Toquinho “Aquarela”.

Quarto Momento: Recreio no pátio com brincadeira livre na pracinha

Desenvolvimento da aula – 03/10/2012 (Quarta-Feira)

Objetivos Específicos: • Realizar atividades de coordenação motora fina;

• Desenvolver a coordenação motora ampla;

• Reconhecer cores e numerais;

• Desenvolver a imaginação e a capacidade para a expressão plástica.

Primeiro Momento:

Serão distribuídas folhas de ofício com o desenho do peixe de Romero Britto, para os alunos fazerem a releitura da obra, utilizando EVA colorida picada e cola branca.

Segundo Momento: AMARELINHA COLORIDA

A professora irá fazer no chão da sala uma amarelinha de papel colorido e coberto por fita adesiva, pois esta atividade trabalha as cores, coordenação motora ampla e os números.

Desenvolvimento da aula –04/10/2012 (Quinta-Feira)

Objetivos Específicos: • Reconhecer as cores;

• Desenvolver atitudes de observação;

• Estimular a criatividade.

Primeiro Momento:

Hoje vamos realizar um passeio aos arredores da escola, para observar o ambiente quanto às cores das casas, dos carros, se há flores, etc.

Segundo Momento:

Após vamos fazer uma maquete, utilizando material reciclável, reproduzindo o que foi observado durante o passeio (casas, carros, animais).

Desenvolvimento da aula – 05/10/2012 (Sexta-Feira)

Objetivos Específicos: • Desenvolver atitudes de observação;

• Desenvolver coordenação motora ampla;

Primeiro Momento: Vamos ouvir a música “Aquarela” de Toquinho e após iremos realizar uma dramatização, enquanto a música está sendo tocada.

Segundo Momento:

Vamos brincar?

Hoje nós iremos jogar o Boliche das Cores, com garrafas pet e bola feita de jornal.




PLANO DE AULA EDUCAÇÃO INFANTIL:TEMA ARTES


A professora irá contar a história “O Mundinho”, utilizando o notebook.

A professora irá fazer um jogo teatral, que será realizado da seguinte maneira: após ler a história, a professora irá questionar sobre as personagens da história, em seguida irá explicar a atividade, que consiste em fazer de conta que são as personagens da história (mundinho, sol, flor, peixe, etc), então a professora conta novamente a história, e conforme as personagens são citadas, o aluno correspondente entra em cena e faz de conta que é aquela personagem.

Recreio no pátio com brincadeira livre na pracinha.

Notebook

Desenvolvimento da aula – 25/09/2012 (Terça-Feira)

• Estimular a criatividade;

• Identificar as cores

Com papel pardo vamos confeccionar o painel “Meu Mundinho”, com flores de garrafa pet, borboletas de papel (revistas), passarinho de rolinho de papel higiênico e carimbo com as mãos simbolizando a criança como parte integrante do mundo. Este painel será feito em quatro etapas.

Hoje vamos confeccionar as flores com fundos de garrafas pet, pintadas com cola colorida, as carinhas serão feitas de EVA e os talinhos de palito para churrasco pintado de verde.

Vamos brincar?

Desenhar um grande círculo no chão.

Pedir às crianças que sigam as suas orientações:

• “quero ver quem fica:

• Em cima da linha do círculo.

• Dentro do círculo.

• Fora do círculo.

• Andando sobre a linha do círculo.

• Pulando como coelhos fora do círculo.

• Agachados dentro do círculo.

• Meninas dentro do círculo e meninos fora.

• Agora, troquem as posições.

• Crianças de cabelos pretos fora do círculo.

• Meninas com cabelos presos fora do círculo.

• Meninas de cabelo curto dentro do círculo.”

Recreio no pátio com brincadeira livre na pracinha.



Fundos de garrafas pet, EVA, cola colorida, palitinhos de churrasco, giz

Desenvolvimento da aula – 26/09/2012 (Quarta-Feira)

• Estimular a criatividade;

• Desenvolver a coordenação motora fina através de dobraduras;

• Desenvolver atividades motoras através da dança.

Hoje vamos construir as borboletas de nosso mundinho, com folhas de revistas, iremos confeccionar dobraduras, para formar as borboletas. Pegue a folha de papel e vai dobrando como se fosse uma sanfona, após amarre com um barbante ao meio.

Vamos nos mexer?

Ao som de músicas da “Xuxa” Da cor do Amor e Um Novo Lugar, as crianças deverão realizar movimentos e criar coreografias.

Recreio com brincadeira livre na pracinha.

Revistas, barbantes, aparelho de som, CD de músicas da Xuxa.



Desenvolvimento da aula – 27/09/2012 (Quinta-Feira)

• Estimular a criatividade;

• Reconhecer as cores;

Hoje vamos fazer os passarinhos do nosso mundinho, com rolinhos de papel higiênico pintados de amarelo fazer nossos passarinhos, depois de seco, com EVA, fazemos as asinhas e o biquinho.

Com tinta guache, esponja e papel pardo vamos realizar um desenho coletivo, como flores, pássaros, sol, etc. com o título “Os habitantes de nosso mundinho”

Recreio com brincadeira livre na pracinha.



Rolinhos de papel higiênico, tinta guache, EVA para confeccionar as asinhas e o bico, esponja, papel pardo.

Desenvolvimento da aula – 28/09/2012 (Sexta-Feira)

• Estimular a criatividade;

• Desenvolver movimentos de coordenação motora ampla.

Hoje vamos terminar o nosso painel, com tinta guache as crianças irão fazer carimbos com as mãos no painel, representando elas como parte integrante do mundo.

Vamos nos mexer?

Corrida de obstáculos – Dividir a turma em dois grupos, a professora espalha garrafas coloridas na frente de cada grupo terminando com uma cadeira, ao sinal sonoro o primeiro aluno de cada fileira deverá correr entre os obstáculos, fazendo a volta na cadeira e retornando para a sua equipe onde o próximo aluno irá segurar em sua cintura e juntos farão o percurso novamente e assim sucessivamente até que todos os alunos do grupo tenham passando pelo caminho, é vencedora a equipe que concluir primeiro.

PLANO DE AULA EDUCAÇÃO INFANTIL:TEMA ARTES


Hoje iremos realizar um trabalho de colagem e pintura em grupo. A professora irá confeccionar uma árvore macieira de papelão, com aproximadamente 80 cm de comprimento, na parte do caule será feita com rolinhos de papel higiênico pintados de marrom, a parte das folhas serão coladas folhas colhidas no pátio, as frutas serão feitas de fundo de garrafas pet pintadas de vermelha, esta atividade será feita em três etapas. Depois de pronta ficará exposta no cantinho dos trabalhos.

Como já tem plantinhas (flores) na sala de aula, hoje vamos trabalhar com a germinação de grãos, realizando um bonequinho de alpiste, com serragem de madeira, alpiste, meia calça e pote para suporte, para as crianças poderem observar o desenvolvimento da plantinha, ficando o bonequinho exposto na sala de aula.

Desenvolvimento da aula – 13/09/2012 (Quinta-Feira)

• Reconhecer as cores;

• Desenvolver movimentos de coordenação motora ampla

Vamos terminar nossa árvore, hoje vamos confeccionar as frutas.

Com os fundos de garrafa pet iremos pintar de vermelho, para colar na árvore. Depois de pronta será exposta no cantinho dos trabalhos.

Vamos nos mexer?

Ao som das músicas do DVD da Xuxa, iremos realizar a brincadeira do “mestre mandou”, com atividades de coordenação motora ampla como: pular em um pé só, levantar o braço esquerdo e o direito, etc.

Desenvolvimento da aula – 14/09/2012 (Sexta-Feira)

• Desenvolver atitudes de observação;

• Produzir trabalhos de Arte utilizando a linguagem do desenho.

Hoje iremos realizar um passeio nos arredores da escola, observando o ambiente, se existem lixo jogado nas ruas, árvores plantadas e animais soltos, etc.

Ao retornar do passeio, a professora irá perguntar a eles o que foi visto, em um papel pardo a professora irá colocar a fala de cada criança sobre o que observou. Após eles irão registrar com desenho coletivo, fazendo um painel com o título “Conhecendo e preservando o meio em que vivo”.

PLANO DE AULA EDUCAÇÃO INFATIL:ARTES



• Desenvolver a oralidade através da história contada;

• Desenvolver coordenação motora fina

• Produzir trabalhos de Arte utilizando a linguagem do desenho.

A professora irá explicar aos alunos que estamos na “Semana Farroupilha”, que esta semana é muito importante para os gaúchos, também irá dizer que durante estes dias, poderão vir com trajes típicos.

A professora irá contar a lenda do “Chimarrão”, utilizando fantoches. A professora irá precisar ajudantes para manusear os fantoches enquanto a professora lê a história. Os fantoches serão confeccionados de papel e palito de sorvete, o cenário dos fantoches tem na escola.

A Lenda do Chimarrão

Era uma vez um índio guarani que vivia triste, pois já não podia mais sair de casa para as guerras, nem mesmo para caçar e pescar, pois estava bem velhinho, vivendo com sua linda filha Yari, que o tratava com muito amor e carinho.

Um dia, Yari e seu pai receberam uma visita de um homem em sua casa, sendo o homem muito bem tratado. Ao amanhecer, o homem falou para o índio que era enviado de Tupã, Deus do Trovão, e quis retribuir-lhes a bondade dizendo que atenderia a qualquer desejo do índio.

. O velho guerreiro, sabendo que sua jovem filha não se casou para poder ficar com ele, pediu para o homem algo que deixasse ele forte novamente, para que Yari se tornasse livre para casar.

O mensageiro de Tupã entregou ao velho índio um galho de árvore chamado Caá e tornou Yari deusa das ervas e protetora da raça Guarani, sendo chamada de Caá-Yari, a deusa da erva-mate. E assim, a erva foi usada por todos os guerreiros da tribo, tornando-os mais fortes e valentes.

Ao término da história professora mostrará a erva mate para as crianças verem, tocarem, cheirarem, etc.

Com massinhas de modelar, irão confeccionar as personagens da história

Desenvolvimento da aula – 18/09/2012 (Terça-Feira)

• Estimular a criatividade;

• Desenvolver trabalhos em equipe;

• Conhecer a bandeira do Rio grande do Sul;

• Desenvolver coordenação motora fina;

• Reconhecer as cores.

A professora irá mostrar a bandeira do Rio Grande do Sul e perguntará sobre as cores.

Hoje vamos iniciar a confecção da bandeira do Rio Grande do Sul, que será feita de papelão, com 80cmx60cm, que será preenchida com fundo de garrafa pet colada e tampinhas, que serão pintadas com tinta guache nas cores verde, amarela e vermelha, atividade esta que será feita em três etapas

Vamos realizar um trabalho de recorte e colagem coletivos, a professora irá trazer uma cuia de papelão, na parte aonde vai a erva, cada aluno irá colar um pouco de erva mate, na parte da cuia será preenchida com papel colorido (revistas) cortado com tesoura, para trabalhar a coordenação motora fina e colado.

Desenvolvimento da aula – 19/09/2012 (Quarta-Feira)

• Realizar atividades de coordenação motora ampla;

• Estimular a criatividade;

• Aprimorar a musicalidade.

Vamos dar continuidade ao nosso trabalho de confecção da bandeira, hoje iremos trabalhar a cor vermelha, com tampinhas de garrafas pintadas de vermelho, para preencher o meio de nossa bandeira.

Vamos nos mexer?

Ao som da música do “Pezinho”, vamos realizar movimentos de coreografia.

Os alunos irão dançar a dança tradicionalista do “Pezinho”.

Desenvolvimento da aula – 21/09/2012 (Sexta-Feira)

• Desenvolver coordenação motora fina;

• Aprimorar a musicalidade;

• Produzir trabalhos de Arte utilizando a linguagem da pintura.

Vamos terminar nossa bandeira, com papelão, tinta guache e fundos de garrafas pet.

A professora irá trazer variadas músicas gaúchas para cantar e dançar.



PLANEJAMENTO AULA EDUCAÇÃO INFANTIL:ARTES

Temática do Estágio: Criando e recriando meu mundo através da Arte.
Sub-tema da semana: Através da Arte vou aprender sobre meu país e suas belezas naturais.
Justificativa: O tema foi escolhido após conversas realizadas com a professora regente do Maternal II e das observações feitas durante os cinco dias, visto que as crianças constroem conhecimentos de forma significativa quando as atividades propostas envolvem as Artes, como desenhar, ouvir histórias, confecção de materiais, etc.
Através das Artes as crianças desenvolvem melhor suas capacidades e habilidades, pois propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e por meio das Artes o aluno amplia a sensibilidade, a percepção, a reflexão e a imaginação, valorizando a sua cultura e conhecendo outras, além de se trabalhar regras e limites, auxiliando no processo de socialização dos alunos.
Objetivos:
 • Conhecer a importância das Artes no desenvolvimento da expressão, da criatividade e da socialização infantil, ajudando na construção e ampliação das habilidades artísticas, trabalhando a percepção, memorização, imaginação, atenção e concentração, atividades estas essenciais para o processo de ensino-aprendizagem.

• Utilizar diversos materiais gráficos e plásticos para ampliar suas possibilidades de expressão e comunicação;

• Produzir trabalhos de arte, utilizando diversas linguagens artísticas, como do desenho, da pintura, da colagem, das músicas, da literatura, dos jogos teatrais e da construção,

• Desenvolver o gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação;

• Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais;

• Respeitar a diversidade e desenvolver atitudes de ajuda e colaboração;

• Trabalhar a coordenação motora ampla e fina.

Áreas do Conhecimento e Conteúdos Linguagem Oral e Escrita

Ampliar e integrar a fala das crianças em contextos comunicativos;

Estimular o uso correto do vocabulário através de histórias contadas de livros infantis;

Reconhecer seu nome escrito sabendo identificá-lo em diversas situações do cotidiano.

Matemática

Explorar a noção de quantidades, tempo, espaço, através da observação e manipulação de diversos materiais. Identificar cores e formas geométricas.

Natureza e Sociedade

Explorar o ambiente em que vivem.

Conhecer e reconhecer os lugares e suas paisagens.

Ampliar os conhecimentos sobre higiene e saúde.

Conscientizar os alunos sobre a importância da reciclagem para a conservação do meio ambiente.

Movimento

Desenvolver as habilidades motoras amplas,

Realizar movimentos através da dança e expressão corporal, explorar qualidades como força, velocidade, equilíbrio, resistência e flexibilidade.

Música

Conhecer e reconhecer os variados estilos musicais,

Perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos através da música, trabalhar a memória, a audição e a apreciação.

Artes Visuais e Cênicas

Trabalhar na produção artística através de desenhos livres e dirigidos, exploração e utilização de alguns procedimentos necessários para desenhar, pintar, modelar etc,

Desenvolver a criatividade, a interação social e a expressão corporal através dos jogos teatrais.

Desenvolvimento da aula- Segunda - Feira- Dia 03/09

Objetivos Específicos: • Desenvolver a linguagem oral;

• Proporcionar interações sociais;

• Estimular a criatividade através de atividades lúdicas do faz-de-conta;

• Ampliar o conhecimento de si próprio, identificar suas características e qualidades pessoais,

• Reconhecer cores e formas geométricas.



07hs45min às 08 horas- Acolhidas das crianças

08 horas às 08hs15min – Chamadinha e calendário

A chamadinha será feita através da casinha, o aluno que estiver na aula, seu nome estará dentro da casinha.

O calendário estará exposto na sala, ao chegar iremos ver como está tempo (ensolarado, quente, frio, chuvoso, etc), o dia da semana e do mês.

08hs15min às 08hs30min- Higiene

Lavar as mãos antes do café, explicar aos alunos porque devemos lavar as mãos antes das refeições.

08hs30min às 09 horas- Café da manhã

Cantar a música: Meu lanchinho

Meu lanchinho

Meu lanchinho

Vou comer

Vou comer

Pra ficar fortinho

Pra ficar fortinho

E crescer

E crescer



1º Momento: li. A dinâmica de apresentação consiste na brincadeira da batata quente, formando um círculo, ao som de uma cantiga de roda (Para este momento irei perguntar qual a cantiga que eles conhecem), será passado um objeto, ao término da cantiga será perguntado ao aluno seu nome, onde mora e com quem mora.

Está atividade além de propiciar a socialização, permitindo que a professora conheça os alunos e também que eles se conheçam melhor.

2º Momento:

Como estamos na “Semana da Pátria, a professora irá perguntar a eles se sabem o que vai ser comemorado no dia “Sete de Setembro”, com o auxílio do notebook, a professora irá contar a “Fábula das Três Cores “de Ziraldo.
A professora irá mostrar a Bandeira do Brasil no notebook e pedir para eles reconhecerem as cores da Bandeira.

Brincar de faz-de-conta: em uma caixa a professora irá colocar papeizinhos com o desenho de diversos objetos relacionados com a história, como: céu, mar, barco, pássaro, bandeira e sol, pedindo para um aluno retirar um papel, após verem a figura, cada um irá fazer de conta que é o objeto citado. Os jogos de imaginação permitem ao aluno expressar livremente a percepção que ele tem do mundo.

A professora irá montar um painel com o nome da história e os desenhos utilizados na brincadeira, para serem trabalhados durante a semana.

Recreio com brincadeira livre na pracinha.

10hs50min às 11 horas - Higiene

11 horas às 11hs30min - Almoço

11hs30min às 11hs50min - Escovação e ida ao banheiro

11hs50min às 13hs30min – Hora do sono

Desenvolvimento da aula - Terça-Feira- Dia 04/09

Objetivos Específicos: • Identificar a Bandeira como símbolo da Pátria;

• Desenvolver atividades de colagem;

• Reconhecer cores e formas geométricas

• Realizar movimentos de coordenação motora ampla.

1º Momento: Através de um trabalho coletivo de colagem, vamos fazer a nossa bandeira, cada dia será realizada uma etapa, a bandeira será de papelão 80cmx60cm, na parte verde será colado o fundo de garrafa pet verde, na parte amarela será colada rolinhos de papel higiênico pintados de amarelo e na parte azul serão coladas tampinhas de garrafa pintadas de azul, as estrelas serão feitas de tampinhas brancas. Cada dia se trabalhará uma cor diferente, hoje irá se trabalhar a cor verde. Será pedido um dia antes para os alunos levarem garrafas pet verde.

2º Momento: A professora irá cortar o fundo das garrafas e pedir para os alunos colarem na parte verde da bandeira, explicando para eles que é um retângulo,

3º Momento: Vamos nos mexer?

Como relaxamento, ao som de uma música bem suave, os alunos irão realizar atividades de alongamento, onde todos os grandes grupos musculares serão trabalhados.

Desenvolvimento da Aula - Quarta-Feira- Dia 05/09

Objetivos Específicos: • Reconhecer cores e formas geométricas.

• Desenvolver a oralidade;

• Estimular a coordenação motora fina e a criatividade através do uso da massinha de modelar;

• Realizar movimentos de coordenação motora ampla.

1º Momento: Hoje vamos trabalhar a cor amarela. Um dia antes será pedido para os alunos levarem rolinhos de papel higiênico, que vamos pintar de amarelo, depois de seco vamos colar no losango de nossa bandeira.

2º Momento: Com farinha de trigo, sal, vinagre e tempera, irá fazer massas de modelar.

Receita para cada criança: 04 colheres de farinha de trigo, 03 colheres de água, 02 colheres de sal, 01 colher de vinagre e tempera amarela, verde e azul para colorir (cada criança escolherá uma cor), pote para colocar a mistura, esta atividade também trabalha numeral, pois enquanto a professora coloca os ingredientes na bacia, vai contando junto com eles.

3º Momento: Depois de pronta, a professora irá retomar a distribuir um pouco de massa para cada criança, onde irão modelar objetos relacionados com a historinha do Ziraldo, como pássaros, sol, barco, etc. Após os trabalhos serão expostos no cantinho dos trabalhos.

4º Momento: Recreio no pátio com brincadeira livre na pracinha.

Desenvolvimento da Aula - Quinta-Feira- Dia 06/09

Objetivos Específicos: • Reconhecer e diferenciar diversas formas geométricas;

• Estimular a criatividade através de atividades de recorte e colagem;

• Oportunizar a criança o desenvolvimento da coordenação motora fina com atividades de dobraduras;

• Desenvolver o senso rítmico.

• Construir instrumentos musicais com sucatas.

1º Momento: Para finalizar a nossa Bandeira, hoje iremos trabalhar a cor azul: vamos preencher o círculo com tampinhas de garrafa de azul e com tampinhas brancas, vamos fazer as estrelas.

2º Momento: Vamos realizar atividades de dobraduras: com jornal vamos confeccionar chapéus de soldado, depois de pronto as crianças poderão colorir com giz de cera.

3º Momento: Com o material de sucata, pedido um dia antes para os pais levarem, como garrafas pet, potes de lenços umedecidos, entre outros, iremos confeccionar instrumentos musicais, como tambores e chocalhos. As crianças com os chapéus e os instrumentos confeccionados vão cantar a música “Marcha Soldado”.